Início / Arquivos / Ciência /

Algoritmo criado no MIT detecta sorrisos falsos

Thássius Veloso

Por

Notícia
Achados do TB Achados do TB

As melhores ofertas,
sem rabo preso 💰

Pesquisa desenvolvida por cientistas do renomado MIT, o Massachusetts Institute of Technology, mostra que os computadores têm a capacidade de detectar sorrisos falsos se estiverem devidamente programados para tal. Os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que determina se um sorriso numa foto é verdadeiro ou se foi uma demonstração falsa de afetividade e simpatia. Para tristeza dessa moçada que vive dando sorrisos por aí enquanto pensa justamente o contrário.

Primeiro de tudo, os pesquisadores conduziram um teste com pessoas que foram ao laboratório para ou assistir ao vídeo fofinho de um bebê, ou para preencher um formulário extenso que dava pau no final e não era enviado do jeito certo. A partir daí, o algoritmo detectava padrões de comportamento nas expressões faciais das pessoas. Em ambas as situações havia o sorriso — o fenômeno físico do rosto, por assim dizer — que foi registrado por uma câmera acoplada ao computador.

O passo seguinte foi escrever o algoritmo que reconhece o sorriso e interpreta a reação do participante da pesquisa: se ficou encantado ou frustrado com o que via na tela do computador. Essa é a parte mais difícil, visto que o mesmo ato de sorrir serve para ambos. Entretanto, o software desenvolvido pelos pesquisadores acertou o sentimento da pessoa em 92% dos casos.

De acordo com os pesquisadores, 90% das pessoas que participaram da pesquisa sorriram ao presenciar uma cena que os frustrasse. Porém, ao pedir para que os participantes demonstrassem qual é a reação comum quando estão frustrados, 90% das pessoas não sorriram. O estudo mostra que o sorriso é bem comum nesse tipo de situação, embora conscientemente não nos demos conta disso.

Abaixo você assiste ao vídeo que mostra os bastidores da pesquisa, feito pelo MIT.


(Vídeo do YouTube)

São várias as aplicações do algoritmo, embora nenhuma afete diretamente nossas vidas. Pode chegar às clínicas nas quais os profissionais de saúde têm dificuldade em identificar o estado mental dos pacientes. O autismo aparece como doença que mais tiraria proveito do algoritmo. Além disso, pode chegar às equipes de venda que precisam identificar quando um possível consumidor sorri, mas na verdade não está satisfeito com determinado produto que lhe é demonstrado.

O próximo passo — previsão minha — é adotar a tecnologia também nos processos seletivos para detectar quando o candidato a uma vaga dá um sorriso falso e quando ele é verdadeiro, sem a intenção de, por qualquer que seja o motivo, agradar ou impressionar o profissional de RH.

Agora só falta usarem o algoritmo na enigmática Mona Lisa de Da Vinci. Eu sei, trata-se de um quadro. Quem sabe, ainda assim, a tecnologia nos dá pistas sobre o sentimento daquela mulher retratada durante o início do século 16.

Interessados devem baixar o PDF (em inglês) com a pesquisa completa.