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Homem questiona marca registrada “Google” na justiça americana

Thássius Veloso

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Quando você acha que viu de tudo em termos de processos judiciais esdrúxulos, um norte-americano aparece no noticiário para nos fazer novamente perder a fé na humanidade. O webmaster David Elliott processa o Google na justiça do Arizona alegando que “Google” deixou de ser um nome comercial para se tornar um verbo sinônimo de pesquisar termos na internet — não importa em qual buscador, diga-se passagem.

Elliott entrou na batalha com o Google depois que a empresa de buscas também o processou na justiça americana, reclamando que ele usava a marca registrada em diversos (mais de setecentos) domínios por ele registrados, como googlegaycruises.com ou googledonaldtrump.com. Obviamente que o gigante da internet venceu o sujeito nos tribunais.

googlegaycruise ponto com

De acordo com o documento que inicia o processo (foi publicado no Scribd), a palavra “Google” atualmente designa o verbo transitivo para buscas na rede. Como o inglês é um idioma mais flexível em termos de gramática, praticamente qualquer nome pode virar verbo. Os americanos já usam “google” para pesquisas no próprio Google. Amparado por uma determinação da Sociedade Americana de Dialetos, Elliott pede que “google” seja reconhecido como verbo e, por isso, perca o caráter de marca registrada.

O site Paid Content obteve acesso aos documentos do processo. Lá fica registrado que David Elliott trabalha no desenvolvimento de sites que promovem “o comércio, a comunidade, relacionamento, saúde pessoal, caridade e mais”. O que isso quer dizer? Basicamente, o que qualquer outro domínio registrado na internet normalmente prevê. Elliott e seus advogados apelam para o ICANN, a autoridade máxima em registros de domínio, cujo regulamento endossa este tipo de atividade para os domínios registrados no mundo.

“Google” é uma marca registrada do Google desde 1997. Ao longo dos anos vem recebendo constantes certificados que renovam o uso comercial do termo. A empresa ganha fácil o processo se conseguir provar ao juiz que nos dias de hoje “Google” continua sendo uma palavra reconhecida como propriedade do buscador de mesmo nome pelos consumidores.