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Escolas carentes do Reino Unido serão beneficiadas com Raspberry Pi comprados pelo Google

João Brunelli Moreno

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O Google, em parceria com a instituição de caridade britânica Teach First, irá oferecer recursos financeiros para que 100 professores a serviço de vossa majestade adquiram unidades do nano computador Raspberry Pi para uso em sala de aula. As mini máquinas serão usadas, sobretudo, para formação de cientistas da computação.

“O sucesso de iniciativas semelhantes nos anos 80 mostra que isso é possível. Não há qualquer razão para que o Raspberry Pi, com o suporte adequado, não cause um ótimo impacto” afirmou Eric Schmidt, chairman do Google, durante o discurso realizado no Museu de Ciências de Londres, onde a iniciativa foi apresentada.

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No programa, o Google será encarregado de pagar pelos computadores, enquanto a Teach First será encarregada de oferecer treinamento a formandos “de qualificações excepcionais”, que darão aulas em escolas para comunidades carentes pelo período de dois anos. O gigante da web e a organização esperam beneficiar “20 mil estudantes” com o programa.

“Os avanços da tecnologia não podem acontecer sem cientistas e engenheiros para criá-los. O desafio que a sociedade enfrenta é o de formar um número suficiente de pessoas com habilidades e mentalidades adequadas e fazê-los trabalharem sobre problemas realmente importantes” completou Schmidt.

O executivo completa: “é de vital importância expor crianças à tecnologia cedo, se elas quiserem seguir carreira na computação. Apenas 2% dos engenheiros do Google tiveram aulas de programação em suas escolas”. E encerra: “nem todas crianças irão se formar em programação, mas aquelas que têm vocação para isso merecem uma chance”.

Em 2011, Schmidt afirmou que a falta de interesse do Reino Unido em formar cientistas da computação ameaçava a longa tradição da nação nesta área. Hoje disse que os britânicos estão ameaçados de “perder uma geração de cientistas” se não for oferecida a educação adequada.

Com informações: IBI Times.