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Conheça o Pirate Pay, o serviço que quer parar torrents ilegais

Não, não é o Pirate Bay. É o Pirate Pay.

Paulo Higa
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A startup russa Pirate Pay promete acabar com os downloads ilegais e já recebeu grandes investimentos – no ano passado, a Microsoft contribuiu com US$ 100 mil. Os fundadores não revelam exatamente como o serviço funciona, mas o Pirate Pay é capaz de interromper a transferência de arquivos protegidos por direitos autorais entre dois usuários.

Entre os apoiadores do Pirate Pay estão empresas como Walt Disney e Sony Pictures. A ideia surgiu após os desenvolvedores criarem uma solução de gerenciamento de tráfego para provedores de internet. Como a tecnologia foi capaz de bloquear o tráfego de BitTorrent com sucesso, eles criaram um protótipo para impedir downloads de qualquer usuário na rede – e funcionou muito bem, pelo que dizem.

Por US$ 50 mil você pode bloquear os downloads ilegais do seu produto. Não todos os downloads, mas já serve para alguma coisa.

O Pirate Pay provavelmente consegue bloquear os downloads passando-se por um usuário legítimo e enviando dados corrompidos para os que tentarem baixar o arquivo. Em dezembro de 2011 a Walt Disney e a Sony contrataram os serviços e provavelmente ficaram satisfeitos, já que, de acordo com a empresa, 44845 transferências foram bloqueadas.

Para que eles façam o serviço por você, é necessário pagar uma quantia estimada entre US$ 12 mil e US$ 50 mil, dependendo da complexidade do projeto, o que não é exatamente barato. Além disso, enquanto uma empresa tenta impedir downloads ilegais, milhares de usuários estão procurando alternativas para assistir seus filmes e ouvir suas músicas sem pagar. O TorrentFreak, inclusive, comenta: será que não é melhor investir toda essa grana melhorando as alternativas legais e talvez diminuindo o custo dos produtos? Nas promoções de fim de ano do Steam essa estratégia dá certo.

Ah, o The Pirate Bay continua funcionando normalmente. E com uma penca de arquivos sendo distribuídos ilegalmente.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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