O novo smartphone topo de linha da Samsung fez bastante sucesso no lançamento, apesar de alguns reclamarem do design e do acabamento com excesso de plástico. Outro ponto criticado no Galaxy S III foi a adoção da polêmica tecnologia PenTile na tela de 4,8 polegadas, que poderia exibir imagens com cores imprecisas e nitidez questionável. Mas essa escolha tem uma explicação.

No esquema PenTile, as cores da tela são geradas por dois grandes subpixels, contra três do padrão RGB utilizado na maioria dos displays. Dessa forma, é possível reduzir o consumo de energia e aumentar a resolução. O problema é que alguns especialistas no assunto afirmam que esse tipo de tela diminui a qualidade das imagens e adiciona um tom azulado ou esverdeado ao redor dos caracteres. Há ainda alguns efeitos bizarros, como imagens em preto e branco que magicamente ganham cores.

Tela AMOLED com PenTile utilizada no Samsung Omnia 7 (800x480).

De acordo com Philip Berne, gerente de marketing da Samsung America, a tecnologia PenTile foi adotada para aumentar a durabilidade da tela. Isso porque, em telas Super AMOLED com padrão RGB, o subpixel azul possui degradação maior do que os subpixels verde e vermelho. Como a Samsung produziu o Galaxy S III tendo em vista que os donos ficarão com o aparelho durante 18 meses ou mais, será possível manter a mesma qualidade de imagem de quando o smartphone ainda era novo.

De qualquer forma, você não deve desconsiderar a compra de um Galaxy S III apenas por esse pequeno detalhe. A tela possui resolução de 1280×720 e não deve apresentar claramente os problemas dos primeiros displays PenTile. A não ser que você seja como um daqueles audiófilos que reclama das distorções e da nojenta qualidade de áudio de um MP3 de 320 kbps.

Com informações: MobileBurn.