Nem tudo são flores quando você precisa agradar o time de avaliadores de aplicativos contratado pela Apple. Ao menos as coisas ficam mais fáceis quando uma empresa do porte da Dropbox, reconhecida pela maioria esmagadora de leitores de tecnologia, entra na história para reclamar que a Apple tem rejeitado apps integrados à tecnologia da Dropbox simplesmente porque oferecem link para criar nova conta.

Sim, lembra bastante quando, no ano passado, a Apple começou a barrar aplicativos de empresas jornalísticas e de conteúdo editorial que ofereciam o link para compras “por fora” do sistema de pagamentos in-app (ou seja, embutido no aplicativo) fornecido por eles. A Amazon foi uma das mais afetadas. A fabricante teve que retirar completamente a loja virtual própria do Kindle para download de e-books.

Dados na nuvem

Agora é a vez da Dropbox. O aplicativo oficial da empresa que faz o armazenamento de arquivos na nuvem (saiba qual é o melhor serviço) continua funcionando perfeitamente. Quem se deu mal foram os desenvolvedores que submeteram apps baseados na tecnologia da Dropbox. Avaliadores da App Store rejeitaram os softwares e a Dropbox veio a público para explicar que isso se deve à exposição do link para criar uma nova conta, que leva para uma página do Safari Mobile “por fora” do aplicativo em questão.

Desenvolvedores vêm recebendo a orientação para usar uma versão mais antiga do SDK fornecido pela Dropbox, a fim de manter o aplicativo funcionando enquanto a situação não é resolvida por completo.

A Dropbox relatou ao The Next Web que trabalha em conjunto com a Apple para chegar a uma solução que forneça uma “experiência de usuário elegante”. Este compromisso, de ser visualmente belo, existe desde os primórdios do serviço e felizmente não foi esquecido até hoje.

Para nós, meros consumidores de tecnologia, pode soar como banal. Mas um simples detalhe como a inclusão de um link pode deixar os avaliadores da App Store mais sentimentais em prantos. Essa é a Apple, uma empresa que controla seu ecossistema com mão de ferro. Seja para o bem, seja para o mal. Seja para algo importante, seja para um detalhe bobo como esse.

Pelo menos estão em busca de uma solução que não deve se demorar a aparecer.

Comentários

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Kadu
Apple sendo Apple.
Breno Caldeira
Já que você concorda, chamem os antigos para reimplantarem a ditadura no Brasil. :)
Gabriel
Essa restrição faz sentido, a Apple quer lucrar com in-app purchases mas ainda acho bem inúteis a maioria das restrições feitas pela Apple em relação aos aplicativos disponibilizados dentro da App Store. Deveriam se ater a qualidade, afinal são bos bons apps que fizeram a plataforma. Se, por exemplo, eles liberassem a criação de aplicativos que sobrescrevam funções nativas do sistema como um player de música teríamos ótimas opções (muitas pagas).
@interimNow
O "simples" cadastro é o pontapé inicial para o conhecimento do serviço e consequentemente, a possível dos planos pagos. É uma competição de mercado e concordo com a ação da Apple.
@AntonioVeras
Mal posso esperar pela estréia do filme O Ditador. Ri demais com os trailers que eu baixei pelo Nokia Trailler.
Thássius Veloso
Cobrar 30% de uma transação feita a partir de app para iOS faz todo o sentido. Barrar o usuário de fazer um simples cadastro gratuito não faz.
paulorazia
Google devia pegar umas aulinhas com esses avaliadores.... mas não muitas se não fica com MIMIMI link, MIMIMI fora do app....
RKNeto
Próximo passo, barrar todos os apps com referência ao filme Exterminador do Futuro porque Arnold Schwarzenegger é um android.
Diogo
Pode parecer um detalhe bobo, mas se alguém criar conta no Dropbox e selecionar as opções pagas, a Apple não ganha seus 30% de comissão, já que a venda não foi um aplicativo da App Store ou uma compra "in-app". Para ficar mais fácil de entender, imagine a seguinte situação: você é dono de uma "casa de massagem". Chega um cliente, leva uma de suas funcionárias para outro lugar e paga o valor integral pra ela, sem nenhuma comissão pra você. Aposto que, como empresário, você não gostaria disso...